O Incrédulo Capitão América

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A aparição mais famosa de Tomé é aquela em que ele duvida da ressurreição de Jesus e afirma que necessita sentir suas chagas antes de se convencer. Esta passagem originou a expressão “Tomé, o Incrédulo”. Tal situação é tema da famosa pintura barroca de Caravaggio, feita a óleo em 1602. No quadro vemos os três apóstolos com olhares fixos sobre Cristo, enquanto um deles coloca o dedo em sua ferida exposta. Sua tela foi a inspiração e referência direta para a ilustração.

Nela está retratada a mesma cena descrita acima, porém os personagens foram substituídos pelos Vingadores, da Marvel, ícones das histórias em quadrinhos e da cultura pop. As figuras foram escolhidas cuidadosamente para que se relacionassem de alguma forma com os originais, procurando coerência e humor.

No lugar de Jesus está Wolverine, devido aos seus poderes de regeneração celular (fator de cura), justificando assim a ressurreição e feridas expostas. Os outros dois apóstolos foram trocados por Thor e Homem de Ferro, deixando São Tomé com o papel de Capitão América, mantendo a expressão de surpresa aos ver os ferimentos. O Homem-Aranha surge como um intruso no canto superior esquerdo, tentando observar a cena e sendo mais um elemento cômico na ilustração.

Prisão

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Ilustração desenvolvida para o jogo de tabuleiro Limbo, como parte do baralho. A ambientação do Limbo é inspirada nos quadrinhos Sandman, de Neil Gaiman, em que cada jogador é responsável por uma entidade do Sonhar. Cada movimento influencia o inconsciente de uma criança, seja para o sonho ou pesadelo, através de cartas e ações de peças.
 
Esta ilustração não foi aprovada.

Anemarts – Projeto de Identidade Visual

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Anemarts é o pseudônimo que adotei há anos para assinar meus trabalhos. Com ele, eu desenvolvi e ampliei minha rede de networking (Blog, Behance, Arstation, Society6) , além de ter criado uma diferenciação entre minha imagem pessoal e artística.

A marca, um arranjo tipográfico abstrato, é o resultado de estudos envolvendo assinaturas manuais, em que a caneta não abandona o papel até a escrita estar completa. O símbolo, completamente geométrico, foi desenvolvido como uma variante moderna deste processo de escrita, uma simulação com cortes secos, mais limpos, mas ainda assim trazendo a continuidade, a ligação entre as letras. No processo de vetorização os pontos de torção sofreram um arredondamento para deixar a composição mais orgânica e leve e flexível.

Demônio

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E o corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Do lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e, fora
Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!

O Corvo – Edgar Allan Poe

Imagem criada para o editorial Dissonia. Para conferir todo o projeto, basta ir lá no meu Behance. Tem o editorial todo por lá.