Bird Woman

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Ela canta, com cores quentes nos lábios, o silêncio que guia meus sonhos. Cria asas e movimentos para delimitar a realidade. E assim separa o meu pensamento em pedaços que não preciso definir… Ela dança, com calor colorido nas pernas, o movimento que guia meus planos. Cria raízes e pensamentos para delimitara realidade. E assim unifica o meu movimento em pedaços que não recuso sentir… E volta, como passageiros de ponte aérea, depois de inverter os tons das tintas ao meu redor, sumindo naquele lapso de realidade antes das quatro da manhã… E some, como pedreiros de ponte térrea, depois de derreter as notas das músicas ao meu redor, existindo naquele lapso de sonho depois das quatro da manhã…

Demônio

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E o corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Do lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e, fora
Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!

O Corvo – Edgar Allan Poe

Imagem criada para o editorial Dissonia. Para conferir todo o projeto, basta ir lá no meu Behance. Tem o editorial todo por lá.