Sketchbook Volume III

Este projeto partiu da intenção de apresentar uma série de desenhos feitos à mão por mim em meu Sketchbook no ano de 2015. Para criá-los, utilizei canetas nanquim (0,05mm / 0,1mm / 0,3mm), lapiseiras 0,5mm / 0,7mm coloridas (azul e vermelho) e aquarela. Logo após foram scanneados e tratados no Adobe Photoshop. Fiz apenas pequenas alterações
nas opções levels e curves e refiz a lineart em alguns pontos prejudicados.

Também tem o projeto todo lá no Behance ó: CLICA AQUI! :)
E quem quiser, pode me seguir lá no Instagram, vou postando com frequências sketches e outras rabisqueiras do dia-a-dia!

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Bird Woman

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Ela canta, com cores quentes nos lábios, o silêncio que guia meus sonhos. Cria asas e movimentos para delimitar a realidade. E assim separa o meu pensamento em pedaços que não preciso definir… Ela dança, com calor colorido nas pernas, o movimento que guia meus planos. Cria raízes e pensamentos para delimitara realidade. E assim unifica o meu movimento em pedaços que não recuso sentir… E volta, como passageiros de ponte aérea, depois de inverter os tons das tintas ao meu redor, sumindo naquele lapso de realidade antes das quatro da manhã… E some, como pedreiros de ponte térrea, depois de derreter as notas das músicas ao meu redor, existindo naquele lapso de sonho depois das quatro da manhã…

Anemarts – Projeto de Identidade Visual

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Anemarts é o pseudônimo que adotei há anos para assinar meus trabalhos. Com ele, eu desenvolvi e ampliei minha rede de networking (Blog, Behance, Arstation, Society6) , além de ter criado uma diferenciação entre minha imagem pessoal e artística.

A marca, um arranjo tipográfico abstrato, é o resultado de estudos envolvendo assinaturas manuais, em que a caneta não abandona o papel até a escrita estar completa. O símbolo, completamente geométrico, foi desenvolvido como uma variante moderna deste processo de escrita, uma simulação com cortes secos, mais limpos, mas ainda assim trazendo a continuidade, a ligação entre as letras. No processo de vetorização os pontos de torção sofreram um arredondamento para deixar a composição mais orgânica e leve e flexível.

Demônio

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E o corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Do lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e, fora
Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!

O Corvo – Edgar Allan Poe

Imagem criada para o editorial Dissonia. Para conferir todo o projeto, basta ir lá no meu Behance. Tem o editorial todo por lá.

À hora da meia-noite

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Em certo dia, à hora, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu, caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina, agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho,
E disse estas palavras tais:
“É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais.”

O Corvo – Edgar Allan Poe

Imagem criada para o editorial Dissonia. Para conferir todo o projeto, basta ir lá no meu Behance. Tem o editorial todo por lá.